[Feliz dia dos pais] – Quebrando o tabu da família padrão brasileira | Rodrigo Barbosa

​”Será quanto tempo ele vai levar a nos chamar de pais?” Essa foi a pergunta que fiz ao Gilberto no dia 29 de outubro de 2014, quando, com as pernas trêmulas de tanto nervoso, medo e ansiedade, estávamos prestes a entrar no abrigo para conhecer PH, nosso filho. 
Gil disse que em dois meses isso já seria natural. Eu fui mais otimista, disse que em um mês aconteceria. Hoje, mais calmo, menos ansioso, penso que essa conversa só aconteceu pela vontade enorme de experimentar a paternidade. Já avisados pelo juiz que ele raramente conectava com alguma facilidade, estávamos topando que a palavra tão doce só fosse dita meses depois. Ledo engano. Desde o primeiro dia ele nos surpreendeu e nos presenteou. Levou só meia hora até que, numa brincadeira de carrinhos, um deles escapoliu e ele disse, com a maior naturalidade do mundo: pega lá, papai. 
Papai Rodrigo e Papai Gilberto, como ele chamou por muito tempo, foram aprendendo com ele esse lance de ser pai. É difícil. Muito difícil. E ele ensina direitinho. Paulo mudou nossa vida. Claro que eu falo de todo aquele lado de não ser mais dono de sua própria vida, mas não foi só isso. É tão mais do que isso. Paulo é um aprendizado. A vida pra ele é leve e algo pouco sofrida. É ver o copo sempre quase cheio. Nunca vazio. É superação, acolhimento, amizade, solidariedade. Eu sou muito melhor depois dele. Meu filho, tão querido, que me fez pai. 
Parabéns, Gil. Parabéns pra gente e pra todos os pais do mundo. 
Foto de Simone Rodrigues

Via Rodrigo Barbosa

— Pássaro Preto.

O que é pior? Descobrir que ninguém se importa com você ou descobrir que nem você se importa consigo mesma? Qual deles dói mais? A primeira opção dói mais quando você quer bem as pessoas ao seu redor, quando você faz um esforço enorme pra não magoar ninguém porque conhece a dor de um coração quebrado, quando você é confiante e espera que as coisas deem certo, não apenas para os outros, mas pra você também. Mas a segunda opção passa a doer mais quando você para de criar expectativas em relação às pessoas e o mundo, quando você sabe que não há solução e sabe que tudo aquilo que está dentro de você, revirando seus pensamentos e seus sentimentos, não tem conserto. Quando você sabe que já é causa perdida e que nada vai mudar.

Uma história real: Não é Homofobia!

Infelizmente, as histórias na crônica abaixo são reais. A crônica também.

Homofobia: descrédito, opressão e violência contra homossexuais, isto é, os ditos lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual ou transgêneros”
(Dra. Sônia Vieira – Unicamp, 2009)

“- A Constituição nos dá o direito à livre expressão.
– O direito à livre expressão não dá a ninguém o direito de cometer um crime”
(Law & Order: Special Victims Unit)

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Eu tinha dois anos de idade e gostava de imitar Michael Jackson, quando o via dançando na TV. Era louco com ele. Saí um dia com meu pai e fiquei murmurando a música do Michael e rebolando com minha mãe. “Seu filho já nasceu boiola”, disse o amigo do meu pai que só parou de rir quando fomos embora. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.

Aos quatro anos comecei a dançar Ballet no Núcleo Artístico em Belo Horizonte, meus pais, irmão, avó e madrinha estavam nas apresentações e premiações, o restante da família e amigos não: “Isso não é coisa de homem. Não faz essas coisas de mariquinha”, eles diziam. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

No pré-primário a professora me colocava sempre junto das meninas, pois os meninos me batiam, e não gostavam de sentar “perto da bichinha”. Não era homofobia, eles apenas estavam se expressando.

Na primeira série pedi à diretora para apresentar uma peça de teatro na escola, apresentei e alguns me xingaram de “boiola, bicha” etc. Meu pai foi à escola reclamar e a professora disse a ele “tratam seu filho assim porque ele não é normal”. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

Na quarta série um colega de sala me deu um tapa na cara e gritou comigo, “veadinho, essa vozinha de galinha”. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.

Na quinta série, no colégio, o diretor e a pedagoga mandaram chamar minha mãe. “Seu filho dança ballet, escreve teatro, só anda com as meninas, não joga futebol. Seu filho tá virando veado e a senhora apoia, não faz nada?”. Minha mãe me defendeu, a chamaram de louca e ela me levou embora, aos prantos. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

Também na quinta série, participei das Olimpíadas da escola, na modalidade salto à distância. Quando você corre e pula, naturalmente seus olhos arregalam. Quando pulei, jogaram areia nos meus olhos e gritaram “pula, bichinha”. Fiquei alguns dias com os olhos feridos. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

Algumas mães e irmãs de alguns dos poucos amigos homens que tinha pediram a eles, na minha frente, para se afastarem de mim, pois poderiam “ficar mal falados”. Não era homofobia, elas estavam apenas se expressando.

Entre a sexta e a oitava série, me batiam de vez em quando no final da aula, me derrubavam nas aulas de educação física, alternavam meus apelidos entre “RuleBambi” e “Bailarina”, e sempre repetiam “vira homem, veado”. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

Na oitava série eu queria dançar quadrilha. Nenhuma das meninas quis dançar comigo, elas riam “Ah, Ru, você tinha que ser mais homem ou dançar com homem”. Fiquei triste, e a professora de educação física disse “eu danço com você”. Não era homofobia, elas estavam apenas se expressando.

No segundo grau mudei de escola e lá apanhei também. A diretora me mudou de sala, os novos colegas riam, mas não me batiam. Não era homofobia. Eles estavam apenas se expressando.

Quando trabalhei de garçom junto com meu pai, um dia fui sozinho. O cara que ficou de chefe no lugar do meu pai ordenou que “carregasse sozinho os botijões. Vamos ver se ele é homem mesmo”. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.

Na faculdade, um colega de turma me agrediu fisicamente, pois eu o abracei quando o vi durante o almoço. “Tá me estranhando? O que você quer?”, me disse ele. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.

Formado, trabalhando em um jornal impresso em início de trajetória, meu chefe me comunicou minha demissão “meu sócio, dono das máquinas disse que não quer veado no jornal”. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.

Pouco depois uma amiga me convidou para a festa da irmã, eu e nosso grupo de amigos. Todos ganharam dois convites. Eu ganhei só um. Quando pedi o segundo convite ela me disse “Ru, é uma festa de família, não fica bem se você for acompanhado”. Não era homofobia, ela e a família dela estavam apenas se expressando.

Certa vez, na Savassi, região nobre de Belo Horizonte, estava sentado na praça com meu par, um cara passou e cuspiu em nós. “Que nojo” ele disse, fomos defendidos por um policial. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.

Em 2008, escrevi sobre o preconceito contra gays e divulguei o texto no Orkut. Uma comunidade dita católica contra “homofacistas” (como alguns chamam os gays anti-homofóbicos) fez uma série de denúncias contra meu perfil ao Google, dizendo ter conteúdo impróprio, me perseguiram e ameaçaram virtualmente. Tive que criar outra conta no Orkut. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

São alguns dos tristes trechos dos quais me recordo. Já fui e sou desacreditado, oprimido e violentado verbal e fisicamente por pessoas que nunca esconderam o motivo para tal: eu ser gay. Mas, não se preocupe, não vou me fazer de vítima, não vou culpar a sociedade ou algum participante bronzeado, prateado ou dourado do Big Brother Brasil. Não, não era homofobia, nunca é. Eles sempre estavam e estão apenas se expressando. Eu também.

“- Eu não entendi o que você quis dizer…
– Eu não esperava que você entendesse!”
(Heroes)

[Fonte: http://www.eusoqueriaumcafe.com/]

[@BastaHomofobia] 17 de maio: Dia Internacional de Luta Contra LGBTfobia

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Às vezes, me pergunto, por que as pessoas são tão cruéis umas com as outras e não se permitem respeitar as individualidades existentes em cada uma? Quando penso nesta interrogação, analiso com profunda tristeza, me coloco como homossexual que sou e como sofri os vários tipos de discriminação por ser assim. Eu podia ter me calado, me colocado numa situação desfavorável e ter seguido meu caminho sem questionar nada. Mas, pelo contrário, não consegui me calar, não me sinto nenhum pouco desfavorável a ninguém por ser homossexual e resolvi seguir meu caminho questionando e levando um pouco de alívio pessoal para pessoas iguais a mim, que só se permitiram amar pessoas do mesmo sexo e por conta disso, sofrem a homofobia. Para tal, fui me preparar estudando o significado desta palavra tão pesada e cheia de sentimentos ruins, não só para os homossexuais, como também para os homofóbicos. Sim, porque não há coisa pior do que ser o causador da dor de alguém. E nestas minhas palavras, não estarei aqui para julgar e nem condenar ninguém. Apenas, explicar o princípio que leva à homofobia.

Antes de começarmos a procurar saber o que é a homofobia propriamente dita, temos que entender algo que vem antes dela e a faz ser esta flecha que, quando atirada, é certeira e machuca muito e muitas vezes, somos atingidos  por ela. Não poderia falar de homofobia, sem antes falar do termo heterossexicismo.

O heterossexiscismo é o termo usado para colocar a heterossexualidade como “natural” e “padrão” e tudo aquilo que é diferente, deve ser subjugado. Quando se coloca uma explicação que algo é “natural” e “padrão”, subentende-se que há uma oposição “adquirida” por intermédio da aprendizagem. Pois bem, trocando em miúdos, para o heterossexismo, todas as pessoas são heterossexuais até que se provem ao contrário e que os comportamentos são inatos, não precisam ser ensinados e aprendidos e nem devem ser mudados. Aquele que, desafiar esta normalidade, será oprimido.

Assim, grande parte dos homens e mulheres é empurrada para esta realidade por imposição e por isso, deduz-se que a heterossexulaidade é tão natural como adquirida.  Ao ponto de certos homens e mulheres escolherem a heterossexualidade por persuasão, coerção e a ameaça de exclusão por meio do isolamento social. Com isso, vemos que, o heterossexicismo é a primeira forma de anulação pessoal e que lava os heterossexuais à homofobia, pois, aqueles que transgrediram este padrão institucionalizado, merecem ser banidos, porque saíram da naturalidade do correto.

O heterossexicismo está institucionalizado nas leis que governam o país, nas normas escolares, nas regras trabalhistas, nos órgãos de comunicação social, nos dogmas das igrejas e nas línguas. Isso tudo, é uma forma de impor a heterossexualidade como superior e única forma de sexualidade e o que for diferente deve ser eliminado da sociedade. Eliminar o diferente da heterossexualidade da sociedade é, na visão heterrossexicista, ensinar e fazer o cidadão ou cidadã a reaprender os padrões heterossexuais para que este indivíduo volte a se tornar “normal” e seja aceito pelo meio em que vive. É nesta idéia, que nasce a homofobia, quer dizer, o medo e a repulsa dos homossexuais. É um ódio, que muitas vezes não há explicação concreta, mas que está ligado ao heterossexismo

Então, nada mais correto que analisar os princípios e as bases heterossexistas, para poder entender a homofobia e saber por quais caminhos começar a lutar contra estas doenças que afligem a nossa sociedade.

Professor Francisco Albuquerque é professor pós-graduado em Educação e presidente do Grupo LGBT @BastaHomofobia. Fale com ele no E-mail: bastahomofobia@hotmail.com e acessem www.bastahomofobiaa.blogspot.com.

Portal LGBT-ES deixa claro que as opiniões de colaboradores são de responsabilidades dos mesmos e nem sempre reflete a opinião deste veículo de comunicação. / [Fonte: http://lgbt-es.com/]

O valor de um abraço

Aproxime-se mais… Tente sentir do que um abraço é capaz. Quando bem apertado, ele ampara tristezas, combate incertezas, sustenta lágrimas, põe a nostalgia de lado. É até capaz de diminuir o medo. Se for cheio de ternura, ele guarda segredos e jura cumplicidade. Um abraço amigo de verdade divide alegrias e fica feliz em comemorar, o que quer que seja… Abraços são pequenas orações de fé, de força e energia.

Há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer. Abrace-o. O pior que pode acontecer, é ganhar de volta um sorriso de carinho, ou quem sabe, uma palavra sincera. Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida, pode ser um eterno céu de primavera. Aproxime-se mais e tente sentir do que um abraço é capaz!

  • Autor desconhecido!

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COMO COMEÇAR A MUDAR O MUNDO?

O que você pode fazer para mudar o mundo?

Comece mudando a si mesmo. Ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo…

Cuide da saúde do planeta. Não desperdice água, não jogue lixo no lugar errado, não maltrate os animais ou desmate as árvores. Por mais que você não queira, se nascemos no mesmo planeta, compartilhamos com ele os mesmos efeitos e conseqüências de sua exploração.

Seja responsável, não culpe os outros pelos seus problemas, não seja oportunista, não seja vingativo. Quem tem um pouquinho de bom senso percebe que podemos viver em harmonia, respeitando direitos e deveres.

Acredite em um mundo melhor. Coragem, honestidade, sinceridade, fé e esperança, são virtudes gratuitas que dependem de seu esforço e comprometimento com sua honra e caráter. Não espere recompensas por estas virtudes, tenha-as por consciência de seu papel neste processo.

Tenha humildade, faça o bem, trabalhe. Não tenha medo de errar. Com humildade se aprende, fazer o bem atrairá o bem para você mesmo e trabalhando valorizarás o suor do teu esforço para alcançar seus objetivos.

Busque a verdade, a perfeição, uma posição realista frente aos obstáculos, uma atitude positiva diante da vida. Defenda, participe, integre-se à luta pacífica pela justiça, paz e amor. Um mundo justo é pacífico. E onde há paz, pode-se estar preparado para viver um grande amor.

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[FONTE: http://www.mundodasmensagens.com/mensagem/reflexao-o-que-voce-pode-fazer-para-mudar-o-mundo.html]