afinal, o que é LUGAR DE FALA? | RESUMÃO

o lugar de falar nada mais é o protagonismo de minorias, até mesmo em movimentos sociais, onde a pessoa que sofre o preconceito fala por si só em representação da própria luta e movimento. facilmente encontramos esse termo usado em debates na internet e militância de movimentos sociais em busca do fim da mediação.

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em contraposição do silenciamento da voz de minorias sociais por grupos privilegiados em espaços de debate público. utilizado por grupos que historicamente têm menos espaço para falar. assim, negros têm o lugar de fala sobre o racismo, mulheres sobre o feminismo, transexuais sobre a transfobia e assim por diante, em hipótese alguma o contrário e nem o ensinamento da luta dos mesmos, como o acontecido no Encontro com Fátima Bernardes, em que um homem da plateia quis ensinar o feminismo pela “experiência” que teve em perguntar a uma mulher feminista tocando-a onde ficava o banheiro e a mesma olhar torto, com essa experiência ele quis conceituar o movimento feminista como se nenhum homem pudesse redirecionar-se a uma mulher por segundo ele, olhar torto por ser feminista.

por fim, lugar de fala JAMAIS foi/é uma forma de opressão, e sim abertura para diálogos.

[LUTO | 1 ano] Em memória de Itaberlly Lozano morto e carbonizado por ser homossexual | ⚣❤

❝ Por ser gay eu fui traído por aqueles que disseram ser minha família. Por ser gay eu fui odiado até o último momento de vida. Por ser gay eu não fui um bom filho, é o que a mamãe sempre dizia.

Por ser gay eu lutei contra todos os estigmas. Por ser gay eu rejeitei opiniões alheias ao meu respeito. Por ser gay em algum momento, em vida, eu revidei os tapas, os insultos, as críticas.

Por ser gay me tiraram a vida, me afastaram dos meus sonhos, me roubaram dos meus amigos. Por ser gay esvaziaram minha cesta de sorrisos e aqueles que precisavam das minhas gargalhadas hoje estão chorando sentindo minha falta.

Por ser gay minha mãe me deu uma facada, me viu morrer, me viu sangrar enquanto meu corpo agonizava. Por ser gay meu padrasto me arrastou até um canavial, me ateou fogo, tentou se livrar dos meus restos mortais.

Por ser gay eu deixei o mundo mais cedo, nunca terei a chance de ir a lugares que eu não conheço. Por ser gay eu fui uma vítima, eu tive meus motivos para lutar, não fui santo, mas não mereci sentir o meu corpo a queimar.

Por ser gay eu não serei o último, depois de mim muitos como eu serão ceifados. Por serem gays eles serão sequestrados, atacados, queimados, talvez esquartejados. Por serem gays, na maioria das vezes, eles não terão ninguém ao lado. Por sermos gays, entenda uma coisa, estamos sendo mortos e ninguém está fazendo nada.

Por ser gay eu fui embora e eu não voltarei mais, cuidem do meu corpo, façam justiça para que eu descanse em paz. ❞

— Em memória de Itaberlly Lozano,
Assassinado pela Mãe. Carbonizado pelo Padrasto.

Autor do texto, Igor Ruzo.

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[Drag Queen] Lia Clark causa com novo clipe de “BOQUETÁXI” | VRUM VRUM AYN

Há 9 meses do lançamento do EP Clark Boom, o clipe de Boquetáxi foi publicado recente, 25, E AS POLÊMICAS JÁ ROLAM SOLTAS!

O clipe foi altamente denunciado até alcançar a restrição de idade, ~mas se fosse um clipe com música sexista, machista, homofobica, seria de boas né~ mas como a Lia Clark É A Lia Clark, dona da porr* toda, conseguiu tirar a restrição de idade do clipe no youtube.

Com inúmeros comentários homofobicos, de ódio, pregação religiosa ~risos~, só está fazendo com que o clipe alcança um número maior de views, que ibope mara hahaha

CONFERE O HYNO AÍ, VEADA:

Já chama as amigas, afasta o sofá da sala, e vamos todas rebolar a raba para arrasar na boatchyn hahaha

Ah, calma aí que vou expor o comentário de um pessoa fragilizada que não gostou muito da ideia do “boquetáxi” GRITO

aqui vemos a masculinidade afetada de um carinha qualquer. que difícil ser homem cis e a masculinidade dar piti, né mores!?
agradeço a Deus pela hora que ele criou as pálpebras e nos deu condição de fechar os olhos e não ver certas coisas.
VOCÊ QUER PISÃO @???? POIS TOMA!
hipocrisia que não se mede.

XOXO.

48 anos da Rebelião de Stonewall Inn: Um marco do Movimento e da Luta LGBT

As manifestações que começaram em um bar novaiorquino deram origem às Paradas LGBT que hoje acontecem pelo mundo.


Nos Estados Unidos, durante as décadas de 1950 e 60, o sistema legal/judiciário era abertamente contra o comportamento homossexual; à época, todos os estados americanos consideravam crime a “sodomia”, mesmo que o ato fosse consentido entre adultos – à exceção de Ilinois, que descriminalizou a sodomia em 1961.

A rebelião que ocorreu em Stonewall Inn, em Nova Iorque, no ano de 1969, não foi a primeira demonstração de descontentamento por parte de indivíduos#LGBT, mas representou um marco na luta pelos direitos da comunidade.

O Greenwich Village, em Nova Iorque, era o bairro onde homossexuais e pessoas trans se reuniam à noite e o bar Stonewall Inn, que pertencia à máfia, era conhecido por sua popularidade entre os mais pobres e marginalizados da comunidade gay, comodrag queens, transgêneros, jovens homens efeminados, sem-teto e michês.

Portanto, era comum que acontecessem batidas policiais de surpresa no local.

Mas em 1969, as tensões entre LGBTs e a polícia culminaram em uma série de protestos que se repetiram por várias noites seguidas, ficando conhecidos comoStonewall Riots (ou “Rebelião de Stonewall”).

Dragscrossdressers, transgêneros e gaysefeminados participaram ativamente dos levantes. Naquela época, a ideia de transgeneridade não era difundida, e a verdade é que mulheres trans eram confundidas com crossdressers, pessoas que se vestem como alguém do outro gênero. Por lei, no entanto, mesmo as crossdressers tinham que usar pelo menos 3 peças de roupas que indicassem seu gênero “de nascimento”.

Diz a lenda, foram as crossdressers as primeiras a resistirem fisicamente à força policial em Stonewall (em entrevista para o documentário Pay it no Mind: Marsha P. Johnson, o escritor David Carter revela que algumas testemunhas oculares lhe contaram ter visto Marsha gritar “Eu tenho meus direitos civis!” e jogar um copo no espelho, dentro do Stonewall Inn, e foi justamente esse o ato a deflagrar os protestos).

Contudo, essas pessoas são hoje, com frequência, deixadas à margem do movimento LGBT, por desafiarem um padrão de “respeitabilidade” estabelecido inclusive para homossexuais, que devem ser “discretos” e permanecer “no armário” socialmente.

O que aconteceu em Stonewall inspirou as pessoas LGBT a se organizarem para lutar por seus direitos. Um ano após os motins, em 28 de junho de 1970, aconteceram as primeiras marchas do Orgulho Gay (à época, o termo “gay” era usado para designar a todos os membros da comunidade, usado inclusive por manifestantes trans)nas cidades de Nova Iorque, Los Angeles, São Francisco e Chicago, em comemoração aos levantes. Posteriormente, as marchas foram organizadas em outras cidades e se espalharam pelo mundo, acontecendo preferencialmente em junho.

O ano de 2016 trouxe outro marco, dessa vez negativo, para o movimento LGBT, no mesmo mês em que celebramos Stonewall:o atentado à boate Pulse. Mais uma vez, somos lembrados que é preciso ter força para garantir a conquista de nossos direitos, muitos deles ainda negados por governos no mundo todo. 

Se, infelizmente, até entre nós há os que insistem no discurso de “respeitar para ser respeitado”, é preciso que tenhamos em mente que LGBTs jamais foram respeitados, mesmo quando mantiveram posturas respeitosas de se omitir e se manter “dentro do armário”.

Sendo assim, não é a invisibilidade que vai nos trazer conquistas.

A demonstração de carinho em público é uma forma de protesto para nós, LGBTs, que ainda afrontamos o sistema com nossa simples existência, como é possível notar pelos discursos conservadores e fundamentalistas que andam se propagando. Não podemos nos dar ao luxo de reprimirmos uns aos outros dentro da comunidade, pois é isso que querem de nós os que são contra nós – a separação dos grupos, a desunião, as tensões.


Por Francine Oliveira

[ALGBTPQI+ EM LUTO] Itaberlly Lozano, morto e queimado por ser homossexual

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Mais uma tragédia causada pela intolerância. Quando uma mãe tira a vida do próprio filho, já é um absurdo sem precedentes, no entanto, quando a motivação é o preconceito por causa da homossexualidade dele, o inimaginável toma contornos de uma ferida social que já deveria ser sanada.

Na tarde da quarta-feira, 11 de janeiro, Tatiana Lozano Pereira confessou ter assassinado seu filho, Itaberlly, de 17 anos, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Tatiana matou seu próprio filho a facadas no dia 29 de dezembro de 2016. O crime, com traços de tragédia social, não foi cometido apenas por Tatiana. Ela contou com a ajuda do marido, que era padrasto de Itaberlly. O esposo incendiou o corpo do jovem em um canavial na tentativa de ocultação de cadáver.

Já em novo depoimento Tatiana muda completamente a história.. diz agora que ele foi morto por trio que ela mandou dar ‘corretivo’ por conflitos familiares que sempre tinham.

Durante as agressões, Tatiana relata que chegou a ouvir seu filho pedindo socorro. Segundo ela, o jovem dizia: “Mãe, eu vou morrer”, mas ela declarou ter ficado do lado de fora da residência.

Seis dias antes do assassinato, Itaberlly postou uma foto (imagem abaixo) no Facebook com a mãe e o padrasto e a seguinte legenda: “…Família em primeiro lugar. É o que há haha”.

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Triste. Porém, realidade de muitos LGBT’s que acabam sendo mortos pelo que são.. 💔

Jornalista hétero arma emboscada para tirar atletas do armário | Por Felippe Canale

Um assunto tem repercutido dentro e fora do Brasil devido a uma pauta de um jornalista americano, Nico Hines, do The Daily Beast. Ele teve a imbecil ideia de entrar na Vila Olímpica da Rio 2016 usando apps de encontro, como o Tinder e o Grindr.



Com um perfil de fotos falsas, ele conseguiu marcar encontros com diversos atletas e publicou algumas dessas conversas no seu site. Obviamente, ele não chegou a sair com nenhum deles, afinal, a ideia era apenas ridicularizá-los. Nico chegou a citar quais esportes os tais atletas praticavam e até os seus países de origem. O resultado? Desastroso.

Muitos desses atletas tem pouco mais de 18 anos e tiveram suas vidas expostas antes mesmo de terem se assumido para os seus familiares. Outros, que são casados e tem filhos, terão muito a explicar para as suas famílias. E o pior! Alguns desses atletas vivem em países em que ser gay é crime e nem mesmo poderão voltar para as suas casas.

A repercussão pegou tão mal que o artigo original foi tirado do ar e o editor do site, Nico Hines, pediu desculpas públicas para todos os atletas e também para os seus leitores. Mas, na internet nada se cria, tudo se copia. A história vazou aos 4 ventos e teve atleta fazendo textão pra expor a gravidade do caso.

Dá uma lida neste desabafo que o nadador Amini Fonua, de Tonga, publicou no seu twitter pessoal:

“Um jornalista de merda, hétero, entrou no Grindr na vila olímpica, viu que tinham muitos atletas gays, pegou as informações de cada um e publicou num site. Alguns desses atletas não estavam fora do armário (sair do armário no meio esportivo é algo BEM complicado), outros vinham de países onde ser gay é ilegal (eles podem ser presos, impossibilitados de jogar pra sempre, sofrerem atentados, até ser mortos), e, como o nadador da foto aqui falou, alguns tem cerca de 18 anos e deveriam ter o direito de escolher quando e onde sair do armário (cada pessoa deve decidir a hora de falar para suas famílias e amigos). Agora imagina esses atletas, que treinaram nos últimos 4 anos, além da cobrança de participar de uma olimpíada, tendo que competir no meio dessa montanha russa de emoções. Um jornalista escroto desses não merece ser chamado de jornalista. Gostaria que a vida dele se fudesse com isso, que ele recebesse mil processos no cu, mas eu tenho certeza absoluta que nada vai acontecer com ele, muito antes pelo contrário, só vai ficar mais famoso.”

Tudo isso ajudou a reacender o debate de até onde vai a liberdade de imprensa. Com toda certeza, não deveria chegar nem perto de atitudes que possam prejudicar as vidas de pessoas inocentes.

Via Catraca Livre

[6 anos de luto 2010 – 2016] Quando será que homofobia será vista como crime?

Em 21 de junho de 2010 o jovem Alexandre Ivo, de 14 anos, foi torturado até a morte por um grupo de homofóbicos em São Gonçalo após sair de uma festa na casa de amigos. Seu corpo dilacerado foi abandonado em um terreno baldio.

Só nesse ano de 2016 já foram registrados ao menos 139 assassinatos de LGBTs no Brasil, segundo o Grupo Gay da Bahia, e 1967 desde 2010, a imensa maioria com sinais de tortura e requintes de crueldade. Mil novecentos e sessenta e sete Alexandres Ivos.

Esses números demonstram a importância de incluirmos no ambiente escolar o debate sobre a diversidade e o respeito às diferenças, uma lógica de inclusão e tolerância em detrimento da exclusão e do ódio. Esse é um debate que, antes de tudo, salva vidas.

Alexandre Ivo, presente!

(Originalmente escrito pelo Vereador do PSOL de Niterói, Professor e Pastor Henrique Vieira)

Via Alexandre (V)ivo

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