afinal, o que é LUGAR DE FALA? | RESUMÃO

o lugar de falar nada mais é o protagonismo de minorias, até mesmo em movimentos sociais, onde a pessoa que sofre o preconceito fala por si só em representação da própria luta e movimento. facilmente encontramos esse termo usado em debates na internet e militância de movimentos sociais em busca do fim da mediação.

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em contraposição do silenciamento da voz de minorias sociais por grupos privilegiados em espaços de debate público. utilizado por grupos que historicamente têm menos espaço para falar. assim, negros têm o lugar de fala sobre o racismo, mulheres sobre o feminismo, transexuais sobre a transfobia e assim por diante, em hipótese alguma o contrário e nem o ensinamento da luta dos mesmos, como o acontecido no Encontro com Fátima Bernardes, em que um homem da plateia quis ensinar o feminismo pela “experiência” que teve em perguntar a uma mulher feminista tocando-a onde ficava o banheiro e a mesma olhar torto, com essa experiência ele quis conceituar o movimento feminista como se nenhum homem pudesse redirecionar-se a uma mulher por segundo ele, olhar torto por ser feminista.

por fim, lugar de fala JAMAIS foi/é uma forma de opressão, e sim abertura para diálogos.

[Femen] Cofundadora do grupo feminista é encontrada morta

Cofundadora do grupo Femen e ex-membro, Oksana Shachko, 31 anos, teria se suicidado no seu apartamento em Paris, segundo líder do movimento, na segunda dessa semana(23).

Oksana era uma das mais conhecidas do grupo por seu ativismo na luta contra o machismo e a igualdade de gênero, que se caracterizava como uma mulher livre nas manifestações com os seios “amostra” contra o que é exposto à sociedade movido pelo ego masculino.

“Oksane é uma das mulheres mais notáveis do nosso tempo, uma das maiores lutadoras que combateu arduamente contra as injustiças que teve de enfrentar, contra as injustiças da nossa sociedade”, disse a atual líder da organização, Inna Shevchenko, através de um comunicado no Twitter.

Oksana foi uma grande mulher, e jamais será esquecida por sua luta pelas mulheres!

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A ativista ucraniana Oksana Shachko durante protesto do Femen em Paris, em foto de 2012
Oksana Shachko durante protesto do Femen em Paris, 2012. (Reprodução/Google images)

 

[AVANÇO HISTÓRICO NA NIGÉRIA] Mutilação da genital feminina finalmente é proibida no país | ✊♀️

Um dos temas em debate no país há anos tornando-se real para as pessoas que acreditaram nas mudanças pondo o fim as práticas machistas no país, sendo vitória das mulheres por força e garra de encararem a cruel realidade que finalmente se torna proibida.

(Foto: Ricardo Stuckert)

Depois de intensos debates e mobilização internacional, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, finalmente aprovou a criminalização da mutilação genital feminina no país. Este, provavelmente, foi a última medida de sua gestão, pois foi derrotado na eleição por Muhammadu Buhari. A nova lei federal representa um marco na mudança de postura do país da África Ocidental. As informações são do Geledës.

A determinação, que prevê, ainda, punição para os homens que abandonarem suas mulheres e filhos, vai contribuir para a diminuição dessa prática de mutilação. Segundo levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A Organização das Nações Unidas informou em 2014 que o ato gera infertilidade, perda do prazer sexual, além de oferecer risco de morte causado por possíveis infecções.

“É crucial que continuemos com os esforços de mudanças de visões culturais que permitem a violência contra a mulher. Só assim esta prática agressiva terá um fim”, declarou Stella Mukasa, diretora do núcleo de Gênero, Violência e Direitos do Centro de Pesquisas da Mulher, ao The Guardian.

Fonte: Revista Fórum

25 mulheres poderosas que MUDARAM a história! | ♀

Não poder votar, não poder usar uma saia curta, não poder sair sozinha de casa ou não poder estudar só por ser uma mulher. Se isso parece absurdo para você hoje, saiba que todas essas mudanças ocorreram graças a mulheres corajosas e poderosas, que devotaram boa parte de suas vidas para mudar a história e permitir que você possa fazer tudo isso, hoje, sem um olhar de reprovação – ou pelo menos é assim que deveria ser.

A conquista da mulher pela igualdade nos leva além dos anos 1900 e nos conta histórias chocantes e inspiradoras. Conheça 25 mulheres cujas ações mudaram o rumo do mundo e foram fundamentais para o empoderamento de um sexo que pode ser tudo, menos frágil.

Confira:

1. Maud Wagner, a primeira tatuadora dos Estados Unidos – 1907

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2. Sarla Thakral, a primeira indiana a conquistar uma licença para pilotar – 1936

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3. Kathrine Switzer, a primeira mulher a correr a Maratona de Boston (mesmo após tentar ser impedida pelos organizadores) – 1967

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4. Annette Kellerman, presa por indecência após usar esta roupa de banho em público – 1907

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5. O primeiro time de basquete feminino do Smith College (EUA) – 1902

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6. Samurai mulher – últimas décadas de 1800

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7. Armênia de 106 anos protegia sua família com uma AK-47 – 1990

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8. Mulheres treinando boxe em Los Angeles (EUA) – 1933

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9. Sueca atinge manifestante neo-Nazista com sua bolsa. Ela seria sobrevivente de um campo de concentração – 1985

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10. Annie Lumpkins, ativista pelo voto feminino nos EUA – 1961

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11. Marina Ginesta, militante comunista e participante da Guerra Civil Espanhola – 1936

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12. Anne Fisher, a primeira mãe a ir para o espaço – 1980

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13. Elspeth Beard, mulher que tentou ser a primeira inglesa a fazer a volta ao mundo de moto – 1980

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14. Mulheres usam shorts curtos pela primeira vez em Toronto, no Canadá – 1937

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15. Winnie the Welder, uma das 2 mil mulheres que trabalharam em navios durante a Segunda Guerra Mundial– 1943

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16. Jeanne Manford, que apoiou seu filho gay durante passeatas pelos direitos dos homossexuais – 1972

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17. Sabiha Gökçen, turca que se tornou a primeira pilota de caça – 1937

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18. Ellen O’Neal, uma das primeiras skatistas profissionais – 1976

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19. Gertrude Ederle, a primeira mulher a cruzar o Canal da Mancha a nado – 1926

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20. Amelia Earhart, a primeira mulher a voar o Oceano Atlântico – 1928

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21. Leola N. King, a primeira guarda de trânsito dos EUA – 1918

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22. Erika, húngara de 15 anos que lutou contra a União Soviética – 1956

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23. Enfermeiras norte-americanas chegam à Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial – 1944

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24. Funcionária da Lockheed, fabricante de aviões – 1944

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25. Pilotas de caça – 1945

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ViaDistractify

Fonte: hypeness

PRÓ-VIDA ou PRÓ-NASCIMENTO? | Blog Gambiarra

Eu sou filha do desespero. E fui entregue à adoção. Fui acolhida pela minha família e assim eles se tornaram meus pais.
Ano passado foi a minha vez: me descobri grávida. Fiquei assustada e quis morrer muito. Mas não quis abortar. Escolhi ter o meu filho e hoje eu o crio com apenas três coisas: com o apoio dos meus pais, com o acolhimento dos meus amigos e com coragem. Muita coragem.

Também sou professora. Abordo assuntos delicados em sala e não recuo. Eu também estudo psicoterapia e atendo mulheres. Falo de empoderamento feminino sempre que eu posso. Acolho, escuto, ouço, aconselho. Ajudo. Já participei de projeto social com mulheres periféricas e em situação de rua. Já fiz pesquisa com mulheres da alta sociedade. Já convivi com mulheres religiosas. Vi um pouco da revolução das mulheres no sertão.
Já conversei com mulheres que engravidaram sem querer e que estavam pensando em aborto. E conversei para mostrar que aborto não é um fim e sim um começo, e que as sequelas de um aborto vão além das físicas. Não é fácil viver a perda e conviver com ela. Também já falei com mulheres que engravidaram e, por medo, por vergonha, entraram em desespero. Tentei mostrar que depois de toda a bagunça, de todo o medo, vem a parte boa. Muitas desistiram do aborto, outras não. Para as que desistiram, conversei durante a gestação, algumas acompanhei o parto e para outras eu conversei durante o pós-parto, fiz visitas, ajudei lavando uma louça, limpando a casa. Para as que fizeram o aborto, dei todo o apoio e encaminhei para quem poderia dar o amparo médico e psicológico necessário.
Resumindo: eu fiz, faço e continuarei fazendo MUITO pelas mulheres nessa situação. Essas coisas tomam o meu tempo, minha energia, meu pouco dinheiro e levam parte da minha reputação, rs. E eu me orgulho muito disso, doa a quem doer.

No lugar de pessoas “pró-vida” vejo apenas pessoas “pró-nascimento”. O que interessa é nascer, pois a vida de quem nasce e da mulher que vai parir, fica em segundo plano.

Ser “pró-vida” é, realmente, não querer ver NENHUM ser humano morrer, e não essa obsessão distorcida por fetos. Fetos sim. Fetos que serão abandonados por essas mesmas pessoas, porque as pessoas que sentem mais ódio do aborto são as que menos fazem alguma coisa pelas mulheres, pelas crianças ou pela sociedade em geral. E eu ainda me impressiono com essas pessoas que não entendem que é possível ser contra o aborto e a favor da descriminalização dele.
Essas pessoas defendem alucinadamente o feto da mulher que transa, mas o feto da menina que foi estuprada parece valer misteriosamente menos. “Para estupro até pode deixar fazer um aborto…” dizem.
São essas mesmas pessoas que, em caso de infertilidade, não adotam as milhares de crianças abandonadas em orfanatos. Essas pessoas correm para uma clínica e torcem pelo maior número de embriões viáveis. O maior número sim, pois é um procedimento caro. E, engravidando na primeira tentativa, abandonam os outros embriões no tanque de nitrogênio sem o menor pudor, pois não tem condições de implantar todos.
São as mesmas pessoas que não se chocam com quem coloca o adesivo de “não doador de órgãos” no documento. Que não se chocam com quem não doa medula óssea ou sangue. Porque afinal, tudo bem se algumas pessoas morrerem na lista de espera, já que o sujeito tem direito sob o próprio corpo até depois de morto. E também tem o direito de não querer doar nada em vida. Todos tem esse direito desde que não seja uma mulher grávida; essa não tem.

A mulher grávida não tem o direito de escolha.

Então, se você é pró-vida e contra o aborto de verdade, junte-se aos movimentos a favor da regulamentação do aborto. Monte lugares seguros para receber, acolher, ouvir e dar segurança para essas mulheres desesperadas. Monte um serviço de advogados para começar a pressionar os homens, os campeões absolutos em abandonos, a assumirem a responsabilidade desde a gestação.
Monte um projeto voluntário de apadrinhamento dessas (agora sim) crianças que vocês querem tanto salvar, para que não falte nada a elas pelo menos na primeira infância, para que ela se sinta tão amada quanto você diz ama-la enquanto feto.
Crie oportunidades de trabalho para essa mulher, para que ela consiga criar essa criança que você insistiu tanto que ela tivesse.
Ajude a criar ambulatórios com fácil acesso para o planejamento familiar de qualidade. Ajude para que essas mulheres tenham condições dignas de pré-natal e parto.
Faça alguma coisa.

Ou apenas pare e cuide da sua vida, que pelo visto é a única que realmente te interessa.

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[Fonte:https://nagambiarra.wordpress.com/2016/03/21/pro-vida-ou-pro-nascimento/]

[29 DE AGOSTO] – Dia da Visibilidade de Mulheres Lésbicas e Bissexuais

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Em 29 de agosto de 1996 aconteceu o 1º Seminário Nacional de Mulheres Lésbicas (SENALE) no RJ, a partir de iniciativa do Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (COLERJ) pelo desejo, urgência, e luta de realizar um debate para refletirem sobre as particularidades e demandas das mulheres lésbicas.

Hoje é o dia da visibilidade de mulheres lésbicas e bissexuais. Essa data existe para deixar marcado que necessitam lutar muito pelos próprios direitos, sobretudo, o de dizer livremente que existem. Dessa forma, é fundamental a organização das mulheres lésbicas e bissexuais para falar, pensar, sentir, fazer história e lutar contra todas as opressões e violências que presenciam e sentem na pele por amarem outras mulheres. Lutando sempre contra o CIStema hétero-compulsório e machista que as violentam todos os dias, através de diversos espaços, sileciando-as e deixando-as invisiveis perante a sociedade.

“Então é melhor falar
tendo em mente que
não esperavam que sobrevivêssemos…”
Audre Lorde (feminista lésbica e negra)

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